Este artigo foi retirado do blog: http://celesfa.blogspot.com/
Eutanásia nos animais - Parte II (blog do CELE)
Quando os animais desencarnam, eles têm uma tendência a retomar rapidamente ao mundo físico; Espíritos superiores se encarregam disso. Por isso encontramos no O Livro dos Epíritos, que eles (os animais) não têm tempo para uma vida de relação, portanto não vivem como seres errantes. Ao chegarem ao Mundo Espiritual são, rapidamente, colocados em contato com as colônias que os preparam para reencarnar. Em pouco tempo retornam ao mundo físico encarnados como embriões que se desenvolvem, passando por todas as fases de crescimento até o momento do nascimento.
"A alma do animal sobrevive ao corpo. " (Kardec)
P:. Fale sobre eutanásia praticada por veterinários, às vezes a pedido do dono do animal.
R: A eutanásia é um último recurso usado para aliviar o animal de um sofrimento do qual não se recuperará e não um meio de os donos descontentes de se livrarem de um incômodo. Se for retirada a vida de um animal sadio por simples comodidade dos que querem se livrar de seu animal, por ser velho ou por ser imperativo, por exemplo, neste caso não se falará em eutanásia, mas, sim, em assassinato. Não se pode tirar a vida de uma pessoa ou animal por simples comodidade. O veterinário consciente de suas obrigações, como médico, não deveria aceitar proceder a eutanásia a pedido dos donos, a menos que concorde que não haja tratamentos que possam recuperá-lo do sofrimento. O médico veterinário, após passar anos pelos bancos de faculdades, sabe avaliar a necessidade ou não de se proceder à eutanásia. Os donos podem até mesmo cogitar da possibilidade, mas é o veterinário quem dirá se é ou não válida esta prática em um caso específico. Proceder à eutanásia por comodismo ou por simples meio de obter vantagens financeiras é condenável.
"A inteligência é assim o ponto de encontro entre a alma dos animais e a alma dos homens." (Allan Kardec)
P: . Eu gostaria de saber o que acontece a um cão que falece por eutanásia.
R: Quando um animal falece, seu Espírito é amparado por espíritos encarregados de encaminhá-lo aos locais adequados no Plano Espiritual. Não importa se falecem naturalmente ou por eutanásia, eles são igualmente assistidos e amparados pelas equipes espirituais. Quando um veterinário procede à eutanásia, ele usa anestesia geral para que, perdendo a consciência e dormindo profundamente, o animal se desligue parcialmente do corpo. Em seguida a equipe espiritual, que se encarrega deste animal, procede aos desligamentos complementares deste corpo para que seu corpo espiritual separe-se de modo definitivo, enquanto o espírito do animal mantém-se também inconsciente naquela outra dimensão. Então além do desligamento parcial criado pela anestesia, há o desligamento complementar promovido pelos espíritos. Logo após, o veterinário, aplicando alguma substância letal, consegue provocar uma parada cardíaca no corpo físico. Neste momento o espírito do animal já não se encontra mais ligado a ele. Portanto, deste modo não há sofrimento nem dor neste procedimento.
"Visto que os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa Liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria." (Allan Kardec)
P: Meu cachorrinho sofria de insuficiência renal crônica, um tumor no testículo e inflamação crônica na coluna. Decidimos pela eutanásia, mas me sinto culpada desde que vi seu corpinho sem vida. Queria saber se o Espírito dele já está livre das dores que o corpo terreno lhe proporcionava. Queria ter certeza de que ele está bem e feliz.
R: As equipes espirituais, que se encarregam dos animais, se esmeram em evitar que sofram desnecessariamente. Quando desencarnam, eles imediatamente se vêem livres das dores que lhes provocavam sofrimento. Eles são tratados de modo a eliminar as dores e corrigir as formas corporais e fisiologia corporal (do corpo espiritual) antes de serem enviados à reencarnação ou trabalhos voluntários ao lado dos Espíritos. Quando encaminhados à reencarnação, seus corpos são reconstituídos e preparados para a miniaturização que antecedem ao retorno ao mundo físico. Neste processo, todo o sofrimento evidente nos momentos que antecederam o desligamento (em decorrência da própria enfermidade) desaparece para dar lugar a um corpo, sadio e perfeito em que não há mais dores e sofrimento. No entanto, no caso de morte provocada sem as devidas providências preventivas provocada por algum leigo e não por um veterinário) as conseqüências são diferentes. Quando no desligamento não foi usada anestesia e substâncias tóxicas causaram lesões ao corpo espiritual, as equipes espirituais têm mais trabalho em recuperar a saúde do animal lesado e o sofrimento é maior também. E prolonga-se porque o desligamento entre o corpo físico e o espiritual é mais lento. Neste caso o animal mantém a consciência por mais tempo, permanece ligado ao corpo físico por mais tempo, mas mesmo assim o alívio é imediato quando as equipes o desligam em definitivo. Então, em geral, são tornados inconscientes e permanecem em estado de suspensão. Algumas vezes têm permissão para ficar acordados durante o processo de desligamento e após também. Uma vez desligados, o sofrimento desaparece e a felicidade toma o lugar da dor.
Se a eutanásia foi feita por uma pessoa que evitou a dor, então ele nada sentiu e somente encontrou a felicidade no outro lado da vida. Marcel Benedeti
domingo, 30 de maio de 2010
Eutanásia nos animais à luz da espiritualidade (Blog do CELE)
Este artigo foi retirado do blog: http://celesfa.blogspot.com/
A Eutanásia nos animais - Parte I
( url do artigo do blog original: http://celesfa.blogspot.com/2010/05/eutanasia-de-animais-na-visao-espirita.html )
Achamos um bom texto no site Comunidade Espírita, com respostas do Médico Veterinário Marcel Benedetti (recentemente falecido), as partes sairão em dias consecutivos para melhor leitura e aprendizado.
O assunto é Eutanásia
"Os animais estão isentos da lei de ação e reação, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar." (Emmanuel)
P: O que você pensa da eutanásia aplicada nos animais?
R: Acredito na eutanásia como meio de aliviar-lhes um sofrimento que não se pode aliviar com os métodos terapêuticos convencionais. Mas note que não há restrições desde que seja praticado por um profissional devidamente apto, ou seja, um médico veterinário que, segundo a legislação e segundo a recomendação do próprio Emmanuel, mentor de Francisco Cândido Xavier, é a única pessoa capaz de avaliar esta necessidade. O veterinário também é a única pessoa habilitada a manipular as substâncias próprias deste procedimento com segurança, de modo brando e sem sofrimento. Ele usará uma anestesia que tirará a consciência do animal e provocará uma sedação para, em seguida, aplicar uma outra substância capaz de provocar a parada cardíaca.
A interrupção da vida de um animal por qualquer motivo que seja e não vise ao alívio de algum sofrimento recebe outro nome: assassinato. Tirar a vida de um animal futilmente é motivo de condenação nossa e certamente teremos de responder por atitudes como esta posteriormente.
"O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos que a isso compete, e quase imediatamente são utilizados." (Espírito da Verdade).
P: Tive de sacrificar uma pastora de 13 anos que estava com câncer, mas isso me pesou muito. Fiquei triste e até arrependida. Queria saber se ela sofreu muito com este procedimento e como é a vida espiritual dos animais.
R: Quando o animal sofre muito em função de alguma enfermidade degenerativa que não poderá ser curada com os meios terapêuticos disponíveis e o sofrimento já se configurou como algo insuportável, o melhor é a eutanásia, que é uma conduta terapêutica que visa aliviar o sofrimento. Por meio dela são feitas aplicações de substâncias que provoquem uma parada respiratória e cardíaca. No entanto isso somente é feito após a aplicação de um sedativo potente que desconecte a consciência do animal da realidade, para que não sofra no momento em que a substância letal esteja agindo. Este procedimento apenas pode ser feito por um médico veterinário, da maneira mais adequada e para que não haja sofrimento ao animal. O animal e o médico que age neste sentido nunca estão sozinhos. Sempre há uma equipe espiritual acompanhando os procedimentos de eutanásia visando a um retorno tranqüilo dos animais ao mundo espiritual, onde serão preparados para a nova experiência que se seguirá, em outra reencarnação que lhe será oferecida.
Uma vez entrando na dimensão espiritual, são assistidos de perto e acompanhados com toda a atenção possível, e seu retorno poderá ocorrer rapidamente ou não.
O espírito não sente dor nem sofre como sofria quando encarcerado no corpo físico. Estando livre do físico, a recuperação da saúde é imediata.
P: Sou veterinária e tenho uma dúvida imprtante. O que fazer quando aparece um animalzinho doente, sofrendo em fase terminal. Posso fazer eutanásia ou não, segundo a visão espírita?
R: Para os animais não é levada em grande consideração a lei de causa e efeito como é para os seres humanos. Para nós é importante que vivamos cada segundo até o derradeiro, mas para os animais esta lei não exige deles retratações e pagamento de dívidas porque eles são como crianças. Não podemos cobrar de uma criança a atitude ou responsabilidade de um adulto. Os animais vivem no mundo físico para adquirir experiências de vida que contribuam para esta evolução e como eles não possuem tais débitos elevados com aquela Lei, a eutanásia, quando os animais estão passando por casos extremos de sofrimento, não havendo como se recuperar desta dor, tendo sido tentados todos os meios conhecidos e possíveis de amenizar-lhe tal sofrimento, é um método terapêutico. Interrompemos uma vida de sofrimento para que renasçam em um novo corpo sadio e completo para retomar as suas experimentações.
A eutanásia já está nos planos dos Espíritos superiores que cuidam dos animais e que a incluem como meio de aliviar-lhes os sofriimentos.
"A alma dos animais conserva a individualidade depois da morte." (Allan Kardec)
A Eutanásia nos animais - Parte I
( url do artigo do blog original: http://celesfa.blogspot.com/2010/05/eutanasia-de-animais-na-visao-espirita.html )
Achamos um bom texto no site Comunidade Espírita, com respostas do Médico Veterinário Marcel Benedetti (recentemente falecido), as partes sairão em dias consecutivos para melhor leitura e aprendizado.
O assunto é Eutanásia
"Os animais estão isentos da lei de ação e reação, em suas motivações profundas, já que não têm culpas a expiar." (Emmanuel)
P: O que você pensa da eutanásia aplicada nos animais?
R: Acredito na eutanásia como meio de aliviar-lhes um sofrimento que não se pode aliviar com os métodos terapêuticos convencionais. Mas note que não há restrições desde que seja praticado por um profissional devidamente apto, ou seja, um médico veterinário que, segundo a legislação e segundo a recomendação do próprio Emmanuel, mentor de Francisco Cândido Xavier, é a única pessoa capaz de avaliar esta necessidade. O veterinário também é a única pessoa habilitada a manipular as substâncias próprias deste procedimento com segurança, de modo brando e sem sofrimento. Ele usará uma anestesia que tirará a consciência do animal e provocará uma sedação para, em seguida, aplicar uma outra substância capaz de provocar a parada cardíaca.
A interrupção da vida de um animal por qualquer motivo que seja e não vise ao alívio de algum sofrimento recebe outro nome: assassinato. Tirar a vida de um animal futilmente é motivo de condenação nossa e certamente teremos de responder por atitudes como esta posteriormente.
"O Espírito do animal é classificado, após a morte, pelos Espíritos que a isso compete, e quase imediatamente são utilizados." (Espírito da Verdade).
P: Tive de sacrificar uma pastora de 13 anos que estava com câncer, mas isso me pesou muito. Fiquei triste e até arrependida. Queria saber se ela sofreu muito com este procedimento e como é a vida espiritual dos animais.
R: Quando o animal sofre muito em função de alguma enfermidade degenerativa que não poderá ser curada com os meios terapêuticos disponíveis e o sofrimento já se configurou como algo insuportável, o melhor é a eutanásia, que é uma conduta terapêutica que visa aliviar o sofrimento. Por meio dela são feitas aplicações de substâncias que provoquem uma parada respiratória e cardíaca. No entanto isso somente é feito após a aplicação de um sedativo potente que desconecte a consciência do animal da realidade, para que não sofra no momento em que a substância letal esteja agindo. Este procedimento apenas pode ser feito por um médico veterinário, da maneira mais adequada e para que não haja sofrimento ao animal. O animal e o médico que age neste sentido nunca estão sozinhos. Sempre há uma equipe espiritual acompanhando os procedimentos de eutanásia visando a um retorno tranqüilo dos animais ao mundo espiritual, onde serão preparados para a nova experiência que se seguirá, em outra reencarnação que lhe será oferecida.
Uma vez entrando na dimensão espiritual, são assistidos de perto e acompanhados com toda a atenção possível, e seu retorno poderá ocorrer rapidamente ou não.
O espírito não sente dor nem sofre como sofria quando encarcerado no corpo físico. Estando livre do físico, a recuperação da saúde é imediata.
P: Sou veterinária e tenho uma dúvida imprtante. O que fazer quando aparece um animalzinho doente, sofrendo em fase terminal. Posso fazer eutanásia ou não, segundo a visão espírita?
R: Para os animais não é levada em grande consideração a lei de causa e efeito como é para os seres humanos. Para nós é importante que vivamos cada segundo até o derradeiro, mas para os animais esta lei não exige deles retratações e pagamento de dívidas porque eles são como crianças. Não podemos cobrar de uma criança a atitude ou responsabilidade de um adulto. Os animais vivem no mundo físico para adquirir experiências de vida que contribuam para esta evolução e como eles não possuem tais débitos elevados com aquela Lei, a eutanásia, quando os animais estão passando por casos extremos de sofrimento, não havendo como se recuperar desta dor, tendo sido tentados todos os meios conhecidos e possíveis de amenizar-lhe tal sofrimento, é um método terapêutico. Interrompemos uma vida de sofrimento para que renasçam em um novo corpo sadio e completo para retomar as suas experimentações.
A eutanásia já está nos planos dos Espíritos superiores que cuidam dos animais e que a incluem como meio de aliviar-lhes os sofriimentos.
"A alma dos animais conserva a individualidade depois da morte." (Allan Kardec)
Talvez meu primeiro contato com meu Eu Superior
Ontem à noite eu tive alguma coisa. Eu não sei o que foi. Mas foi assim:
Eu estava deitada para dormir. Tenho insônia. Comecei a sentir aquela saudade e aquela tristeza que vivo sentindo, sem motivo aparente. Conversei com meu eu interior e disse a ele o quanto eu gostaria de ser abraçada naquele momento. Gostaria que fosse como um abraço de namorado, mas daquele tipo de namorado meio pai, protetor. Enquanto eu ainda estava falando isso ao meu eu interno, senti algo me envolvendo como se fosse realmente um abraço. Esse abraço invisível era como uma energia que tomou meu corpo todo, me acalentando e me acalmando. Comecei até a respirar melhor. Senti até um pouco de sono. Senti-me aconchegada. Parei de chorar. Não sei se foi meu eu interno, se foi meu anjo da guarda, se foi algum espírito amigo desencarnado, conhecido de outras vidas... Não sei realmente quem foi nem para poder agradecer. Mas alguém simplesmente me deu a energia do abraço. Era essa energia que eu estava precisando no momento. Acho que depois eu dormi.
Eu estava deitada para dormir. Tenho insônia. Comecei a sentir aquela saudade e aquela tristeza que vivo sentindo, sem motivo aparente. Conversei com meu eu interior e disse a ele o quanto eu gostaria de ser abraçada naquele momento. Gostaria que fosse como um abraço de namorado, mas daquele tipo de namorado meio pai, protetor. Enquanto eu ainda estava falando isso ao meu eu interno, senti algo me envolvendo como se fosse realmente um abraço. Esse abraço invisível era como uma energia que tomou meu corpo todo, me acalentando e me acalmando. Comecei até a respirar melhor. Senti até um pouco de sono. Senti-me aconchegada. Parei de chorar. Não sei se foi meu eu interno, se foi meu anjo da guarda, se foi algum espírito amigo desencarnado, conhecido de outras vidas... Não sei realmente quem foi nem para poder agradecer. Mas alguém simplesmente me deu a energia do abraço. Era essa energia que eu estava precisando no momento. Acho que depois eu dormi.
Como tudo começou
Dia 22 de março deste ano sofri um pequeno acidente de moto, que me obrigou a ficar em casa durante dois meses. Tive que trancar a matrícula na faculdade de Medicina Veterinária e ficar afastada do trabalho. Como não podia fazer muita coisa, comecei a pesquisar assuntos que me interessam, na internet. Uma coisa que me coloca em conflito e me amedronta em relação à minha futura profissão é a eutanásia. Determinadas situações me aterrorizam, só de imaginá-las. Portanto, resolvi entrar no blog do Dr. Marcel Benedeti, médico veterinário espiritualista e escritor, para perguntar-lhe o que ele pensa a respeito. Descobri, então, que ele havia desencarnado no dia 01/02/10, devido a um câncer no fígado. Fiquei triste, mas ao mesmo tempo tranquila porque sei que agora ela está bem e com certeza continua cuidando dos animais, em outros níveis. Não encontrei nada sobre eutanásia em relação à espiritualidade. Continuei pesquisando e entrei depois em sites de animais x espiritualidade, em sites kardecistas, em sites que falam sobre os mestres ascencionados e, em um deles, li sobre Kuthuli, que é o espírito que animou o corpo físico de Francisco de Assis outrora. Neste site mencionava-se o livro “Um curso em milagres”, que diz-se ter sido ditado por Jesus a uma psicóloga. Fiz o download desse livro e comecei a lê-lo. O livro diz o básico: “Ame ao teu próximo”. Coisa difícil para mim, que acabara, aliás, de colocar no meu orkut duas novas comunidades; as duas com o mesmo nome: “Gosto mais de bicho que de gente”.
O livro dizia que, para “acordarmos” do sono em que estamos mergulhados, é necessário seguir alguns passos, como por exemplo, dissolver o ego. Como até então eu só havia me decepcionado com o meu ego, que eu achava que era eu mesma e hoje, graças a Deus eu sei que não é exatamente assim, eu topei seguir os passos do livro porque queria “acordar” para o mundo real.
Eu achava absolutamente impossível amar um homem que entra em uma arena e tortura lentamente um animal inocente até sua triste morte. Mas Jesus (ou Cristo ou Samana ou Sananda... até hoje eu não entendo direito...) diz que todos são “o próximo”. Sendo assim, o toureiro também é meu próximo. Como fazer para amá-lo?! Decidi então que, como eu não conseguiria amá-lo em meu atual grau de evolução, eu poderia tentar, pelo menos, não desejar que ele morra de uma doença torturante, que o mate lentamente. Decidi não sentir mais raiva dos toureiros nem das outras pessoas que maltratam os animais, pois a minha raiva não traria benefício nenhum ao animal em questão e ainda atrairia coisas negativas para minha vida, que já não era nem um pouco interessante.
Meu Deus! Como gostar das pessoas? Eu tinha pavor de estar em um local cheio de gente. Tinha vontade de sair correndo. Já tivera vários episódios de síndrome do pânico. O livro dizia que somos todos irmãos. Isso eu sabia teoricamente, porém, nunca tinha tentado vivenciar isso. Como eu realmente estava disposta a desaparecer com o meu ego e, para isso eu teria que “amar meus irmãos”, eu comecei a tentar o seguinte: como um mantra, eu comecei a repetir mentalmente, o tempo todo, “somos todos irmãos”. Quando saía de casa e via uma pessoa vindo em minha direção, eu mentalizava: “ é meu irmão... é minha irmã... são meus irmãos... ele (a) também é filho (a) de Deus... ele (a) tem Deus dentro dele (a)”, etc...
Depois de um tempo lendo este livro, passei a discordar de alguns pontos. Não consegui continuar lendo, mas o mais importante que eu pude aprender e utilizar, foi não ter medo das pessoas e não sentir raiva delas. Continuei procurando algo na internet a respeito de eutanásia à luz da espiritualidade. Acabei entrando no site do Trigueirinho. Cliquei em todos os links em que ele falava a respeito de animais. Depois nos links em que ele falava dos centros intraterrenos. Depois nos links em que ele falava da alma, da evolução, da constituição do homem, do universo, etc, etc, etc...
Decidi que era hora de começar a evoluir. Me vi tendo duas opções: a primeira era continuar minha vida como sempre foi, sem saber o que eu estou fazendo aqui, porque, como, quando, que horas que eu posso parar de brincar de ser a Patrícia, enfim... continuar com minha vida chata, sem graça, sem sentido, em um mundo em que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, largou seres inocentes à mercê de monstros humanos que os torturam, os assassinam, os comem e praticam com eles tantas outras crueldades. A segunda opção era tentar descobrir os porquês. Para isso eu teria que evoluir. Para mim, não fazia muita diferença largar minhas crenças passadas, meu ego, minha história ridícula, enfim, porque eu nunca gostei de estar encarnada aqui no planeta e nunca entendi quem havia dado o direito a alguém de me colocar aqui sem a minha permissão e ainda por cima só me dar duas opções: viver mergulhada em um mundo de ilusões, como em Matrix, ou evoluir para onde eu nem sei exatamente. Algo nessa evolução me assusta, como por exemplo, saber que depois de muito evoluir o ser vai sendo cada vez mais absorvido no cosmos e deixando de ser um indivíduo para ser uma “consciência grupal”. Eu entendo isso como deixar de existir. Com certeza eu devo estar errada, afinal, estou começando a estudar agora sobre isso. Outra coisa que me assusta é a “vida inanimada” que o ser evoluído atinge. Fico imaginando em minhas fantasias ignorantes, que depois de muito sofrer para evoluir, o indivíduo finalmente vai ficar sem poder se mexer. Inanimado. Talvez minha vida não seja tão sem graça assim. Sinto que meu eu interno grita nesses momentos para que eu não entenda as coisas desse jeito. Mas eu ainda não sei o que isso significa.
Em todo caso, faz menos de quatro semanas que eu comecei a ouvir as partilhas de Trigueirinho. Tenho tentado colocar em prática o que ele diz. Tento me lembrar o tempo todo do auto esquecimento. Fico em dúvida se devo ou não fazer as unhas. Será que posso cuidar da minha aparência e praticar o auto esquecimento ao mesmo tempo? Eu tenho um emprego e não posso ter má aparência. E aí? Como ficam esses detalhes práticos?
Descobri finalmente que todos os corpos precisam evoluir. Sendo assim, não adianta eu querer ser uma pessoa melhor, evoluir espiritualmente, e continuar fumando. Parei então de fumar no dia 18/05 quando acabou minha caixinha de marlboro.
O cigarro era como um amigo, um companheiro que nunca me abandonava. Estava comigo em qualquer momento, por pior que fosse e sempre me acalmava. Sinto como se eu tivesse perdido um grande amigo. É realmente como se um amigo querido tivesse morrido. Agora, mais do que nunca, eu estou me sentindo sozinha.
Domingo passado eu fui pela primeira vez ao grupo de estudos. Me senti meio deslocada no início, mas depois que eu descobri que tanto a coordenadora do grupo como uma das participantes, cuidam de animais e os amam muito, me senti em casa. Falaram que a Dra. Sheila Waligora fala sobre eutanásia à luz da espiritualidade. Já baixei uma palestra dela e comprarei seu livro assim que possível. Ela é médica veterinária e conversa telepaticamente com os animais. Tem muito a nos ensinar sobre eles.
Quando cheguei, mencionei à coordenadora do curso minhas dúvidas a respeito de como falar com o eu interior e se eu superior era a mesma coisa. Ela disse que eram sim a mesma coisa e era através do silêncio e de tentativas constantes de contatar meu próprio eu é que eu conseguiria. “Coincidentemente” o cd do Trigueirinho que nós ouvimos foi sobre o silêncio para contatar o eu interno. Voltei para casa com o livro Glossário Esotérico. Li todos os dias. Aprendi muitas coisas interessantes, mas hoje, ao chegar ao grupo, Maria Luíza, a coordenadora, me indicou um livro que ela encontrou e se lembrou de mim: Encontro Interno. Deixei lá o Glossário Esotérico, que pegarei novamente e voltei para casa com este novo livro. Para mim, é um grande presente da vida, o acesso a esses livros tão importantes.
Sei que vou ler todos os livros de Trigueirinho. Sei que continuarei indo às reuniões. Sei que visitarei Figueira um dia. Sei que vou aprender muito. Sei que vou ter que aprender a me livrar dos meus companheiros inseparáveis: medo, angústia, depressão, solidão e essa saudade que tortura a minha alma dia a dia. Eu não sei de quem eu sinto saudade. Só sei que é uma saudade que dói profundamente em minha alma. Esse sentimento traz-me uma tristeza gelada que abre um buraco no meu peito através do qual minha energia se esvai para alguma outra dimensão. Não sei o que é alegria. Às vezes fico contente quando brinco com animais. Mas não é possível brincar com eles o tempo todo e às vezes nem eles conseguem afastar minha depressão. Segundo Trigueirinho nós não precisamos ter alguém conosco. Basta o eu superior. Mas meu eu superior ainda não consegue me fazer companhia. Aliás, meu eu superior sou eu. Como eu posso fazer companhia a mim mesma? Isso é que é solidão... puxa vida!... Embora eu saiba que devo estar muito errada, ficam aqui minhas impressões desse meu começo de evolução. Talvez isso possa ajudar outras pessoas que também queiram começar a trilhar esse caminho desconhecido e servir para me fazer rir quando eu já estiver entendendo melhor as coisas do universo e ler essas coisas.
Hoje eu descobri que estamos sendo perdoados por nossos erros. Isso é bom. Temos tantos...
O livro dizia que, para “acordarmos” do sono em que estamos mergulhados, é necessário seguir alguns passos, como por exemplo, dissolver o ego. Como até então eu só havia me decepcionado com o meu ego, que eu achava que era eu mesma e hoje, graças a Deus eu sei que não é exatamente assim, eu topei seguir os passos do livro porque queria “acordar” para o mundo real.
Eu achava absolutamente impossível amar um homem que entra em uma arena e tortura lentamente um animal inocente até sua triste morte. Mas Jesus (ou Cristo ou Samana ou Sananda... até hoje eu não entendo direito...) diz que todos são “o próximo”. Sendo assim, o toureiro também é meu próximo. Como fazer para amá-lo?! Decidi então que, como eu não conseguiria amá-lo em meu atual grau de evolução, eu poderia tentar, pelo menos, não desejar que ele morra de uma doença torturante, que o mate lentamente. Decidi não sentir mais raiva dos toureiros nem das outras pessoas que maltratam os animais, pois a minha raiva não traria benefício nenhum ao animal em questão e ainda atrairia coisas negativas para minha vida, que já não era nem um pouco interessante.
Meu Deus! Como gostar das pessoas? Eu tinha pavor de estar em um local cheio de gente. Tinha vontade de sair correndo. Já tivera vários episódios de síndrome do pânico. O livro dizia que somos todos irmãos. Isso eu sabia teoricamente, porém, nunca tinha tentado vivenciar isso. Como eu realmente estava disposta a desaparecer com o meu ego e, para isso eu teria que “amar meus irmãos”, eu comecei a tentar o seguinte: como um mantra, eu comecei a repetir mentalmente, o tempo todo, “somos todos irmãos”. Quando saía de casa e via uma pessoa vindo em minha direção, eu mentalizava: “ é meu irmão... é minha irmã... são meus irmãos... ele (a) também é filho (a) de Deus... ele (a) tem Deus dentro dele (a)”, etc...
Depois de um tempo lendo este livro, passei a discordar de alguns pontos. Não consegui continuar lendo, mas o mais importante que eu pude aprender e utilizar, foi não ter medo das pessoas e não sentir raiva delas. Continuei procurando algo na internet a respeito de eutanásia à luz da espiritualidade. Acabei entrando no site do Trigueirinho. Cliquei em todos os links em que ele falava a respeito de animais. Depois nos links em que ele falava dos centros intraterrenos. Depois nos links em que ele falava da alma, da evolução, da constituição do homem, do universo, etc, etc, etc...
Decidi que era hora de começar a evoluir. Me vi tendo duas opções: a primeira era continuar minha vida como sempre foi, sem saber o que eu estou fazendo aqui, porque, como, quando, que horas que eu posso parar de brincar de ser a Patrícia, enfim... continuar com minha vida chata, sem graça, sem sentido, em um mundo em que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, largou seres inocentes à mercê de monstros humanos que os torturam, os assassinam, os comem e praticam com eles tantas outras crueldades. A segunda opção era tentar descobrir os porquês. Para isso eu teria que evoluir. Para mim, não fazia muita diferença largar minhas crenças passadas, meu ego, minha história ridícula, enfim, porque eu nunca gostei de estar encarnada aqui no planeta e nunca entendi quem havia dado o direito a alguém de me colocar aqui sem a minha permissão e ainda por cima só me dar duas opções: viver mergulhada em um mundo de ilusões, como em Matrix, ou evoluir para onde eu nem sei exatamente. Algo nessa evolução me assusta, como por exemplo, saber que depois de muito evoluir o ser vai sendo cada vez mais absorvido no cosmos e deixando de ser um indivíduo para ser uma “consciência grupal”. Eu entendo isso como deixar de existir. Com certeza eu devo estar errada, afinal, estou começando a estudar agora sobre isso. Outra coisa que me assusta é a “vida inanimada” que o ser evoluído atinge. Fico imaginando em minhas fantasias ignorantes, que depois de muito sofrer para evoluir, o indivíduo finalmente vai ficar sem poder se mexer. Inanimado. Talvez minha vida não seja tão sem graça assim. Sinto que meu eu interno grita nesses momentos para que eu não entenda as coisas desse jeito. Mas eu ainda não sei o que isso significa.
Em todo caso, faz menos de quatro semanas que eu comecei a ouvir as partilhas de Trigueirinho. Tenho tentado colocar em prática o que ele diz. Tento me lembrar o tempo todo do auto esquecimento. Fico em dúvida se devo ou não fazer as unhas. Será que posso cuidar da minha aparência e praticar o auto esquecimento ao mesmo tempo? Eu tenho um emprego e não posso ter má aparência. E aí? Como ficam esses detalhes práticos?
Descobri finalmente que todos os corpos precisam evoluir. Sendo assim, não adianta eu querer ser uma pessoa melhor, evoluir espiritualmente, e continuar fumando. Parei então de fumar no dia 18/05 quando acabou minha caixinha de marlboro.
O cigarro era como um amigo, um companheiro que nunca me abandonava. Estava comigo em qualquer momento, por pior que fosse e sempre me acalmava. Sinto como se eu tivesse perdido um grande amigo. É realmente como se um amigo querido tivesse morrido. Agora, mais do que nunca, eu estou me sentindo sozinha.
Domingo passado eu fui pela primeira vez ao grupo de estudos. Me senti meio deslocada no início, mas depois que eu descobri que tanto a coordenadora do grupo como uma das participantes, cuidam de animais e os amam muito, me senti em casa. Falaram que a Dra. Sheila Waligora fala sobre eutanásia à luz da espiritualidade. Já baixei uma palestra dela e comprarei seu livro assim que possível. Ela é médica veterinária e conversa telepaticamente com os animais. Tem muito a nos ensinar sobre eles.
Quando cheguei, mencionei à coordenadora do curso minhas dúvidas a respeito de como falar com o eu interior e se eu superior era a mesma coisa. Ela disse que eram sim a mesma coisa e era através do silêncio e de tentativas constantes de contatar meu próprio eu é que eu conseguiria. “Coincidentemente” o cd do Trigueirinho que nós ouvimos foi sobre o silêncio para contatar o eu interno. Voltei para casa com o livro Glossário Esotérico. Li todos os dias. Aprendi muitas coisas interessantes, mas hoje, ao chegar ao grupo, Maria Luíza, a coordenadora, me indicou um livro que ela encontrou e se lembrou de mim: Encontro Interno. Deixei lá o Glossário Esotérico, que pegarei novamente e voltei para casa com este novo livro. Para mim, é um grande presente da vida, o acesso a esses livros tão importantes.
Sei que vou ler todos os livros de Trigueirinho. Sei que continuarei indo às reuniões. Sei que visitarei Figueira um dia. Sei que vou aprender muito. Sei que vou ter que aprender a me livrar dos meus companheiros inseparáveis: medo, angústia, depressão, solidão e essa saudade que tortura a minha alma dia a dia. Eu não sei de quem eu sinto saudade. Só sei que é uma saudade que dói profundamente em minha alma. Esse sentimento traz-me uma tristeza gelada que abre um buraco no meu peito através do qual minha energia se esvai para alguma outra dimensão. Não sei o que é alegria. Às vezes fico contente quando brinco com animais. Mas não é possível brincar com eles o tempo todo e às vezes nem eles conseguem afastar minha depressão. Segundo Trigueirinho nós não precisamos ter alguém conosco. Basta o eu superior. Mas meu eu superior ainda não consegue me fazer companhia. Aliás, meu eu superior sou eu. Como eu posso fazer companhia a mim mesma? Isso é que é solidão... puxa vida!... Embora eu saiba que devo estar muito errada, ficam aqui minhas impressões desse meu começo de evolução. Talvez isso possa ajudar outras pessoas que também queiram começar a trilhar esse caminho desconhecido e servir para me fazer rir quando eu já estiver entendendo melhor as coisas do universo e ler essas coisas.
Hoje eu descobri que estamos sendo perdoados por nossos erros. Isso é bom. Temos tantos...
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Começo a escrever ainda tocada pela experiência de ter ouvido, horas atrás, tantas coisas puras, sublimes, verdadeiras e singelas, embora expressas por duas únicas palavras. Hoje, domingo, 30 de maio de 2010, participei pela segunda vez do grupo de estudos de Trigueirinho, aqui em Campinas. Houve apresentação do coral do grupo. Nunca em minha vida eu conseguira extrair tanto de uma melodia, como hoje. Eram dois violões e uma flauta. Doces vozes masculinas iniciaram e, em cânone, delicadas vozes femininas em tons mais elevados, combinavam-se perfeitamente. Não havia como controlar a pele que insistia em permanecer arrepiada, nem as lágrimas que escorriam dos olhos fechados. O que mais me surpreendeu, no entanto, foi notar como a simplicidade pode nos falar coisas tão importantes. Disseram muito em uma única música. A letra? “Em Deus”. Apenas estas duas palavras foram cantadas, mas me disseram muito mais do que tudo o que eu já ouvi até hoje. E pensar que já paguei tantas vezes para assistir a shows de heavy metal... Não que eu não goste mais de heavy metal, mas o que eu ouvi hoje mudou algo em mim. É que depois de deixar entrar em mim música tão sublime, minha alma meio que se recusa a ouvir coisas menos elevadas.
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