domingo, 6 de junho de 2010

O medo, os animais e a alimentação carnívora

Ontem eu ouvi a partilha de número 122. Trigueirinho falou sobre as causas da guerra. Disse que, enquanto o homem assassinar animais para consumo, haverá guerra. Não há como haver paz no planeta com o assassinato de milhões e milhões de animais. Disse também que, aquele medo que a gente sente, que não sabe direito por qual motivo, mas sente, é fruto da soma do medo que os animais sentem antes e durante as torturas pelas quais passam no abate. Todo o terror, angústia, pavor, ficam no astral do planeta. Isso é então dividido aos seres humanos como carma coletivo.

Agora eu finalmente entendo o que eu sempre senti e sempre achei que fosse o início das minhas depressões. Sentia muito medo, misturado com angústia, sem motivo aparente. Isso sempre torturou muito minha alma. Eu marcava consulta com psiquiatras e tomava antidepressivos e calmantes.

Até antes de iniciar a faculdade de veterinária, eu comia carne. Eu nunca tinha visto como os animais para consumo eram criados. No início do primeiro ano uma professora mostrou-nos o documentário "A Carne é Fraca", do Instituto Nina Rosa, em que mostram como são criados os bezerros que viram "baby-beef" ou vitela, como são criadas as aves, como são criados os porcos, etc. Voltei para casa chorando, com a maior raiva que eu já senti em toda a minha vida, de mim e de todos os seres humanos que participam de alguma forma da exploração animal. Desejei que os seres humanos fossem exterminados da face da Terra, sem me excluir. Quando me lembrava do olhar do bezerro, querendo sua mãe e sendo separado dela, sentia que todas as pessoas que comiam carne deveriam ter, no mínimo, um câncer violento, que matasse lenta e dolorosamente. Nunca mais comi carne. Nem de bovinos, nem de suínos, nem de aves. Não consegui beber leite por um bom tempo, pois me lembrava dos úberes das vacas inchados a ponto de explodirem, cinco vezes maiores do que deveriam estar, devido à produção forçada de leite para consumo HUMANO!!! As mulheres que já amamentaram sabem como o peito dói quando está cheio de leite. Imaginem isso multiplicado por cinco!

Nunca senti falta de comer carne. Sou saudável. Meu filho também parou de comer carne por vontade própria, depois de assistir "Earthlings" (terráqueos), outro documentário que mostra crueldades que eu mesma me recusei a assistir na faculdade. Ele também é saudável. Minha mãe, de oitenta e três anos, também parou de comer carne. Ela também é saudável. Minha irmã também.
Achei estranho o fato de, no dia seguinte, os alunos da minha sala combinarem de fazer churrasco. Eles não pararam de comer carne, não pretendem parar e, infelizmente, muitos deles vão trabalhar com criação de animais para consumo. São seres humanos estudando Medicina Veterinária para cuidar de animais, que vão ser formar para assassinar animais. E vão ganhar bem para isso. É triste.

Tenho certeza de que a única coisa que faria a humanidade parar de explorar os animais é o que já está programado para acontecer: a transição terrestre com a inclinação de seu eixo, extinguindo grande parte da população. Espero, do fundo do meu coração, que isso aconteça o mais breve possível. Os animais não podem mais sofrer para satisfazer ao paladar pervertido do ser humano.


Deixarei o link do vídeo no rodapé do blog.
Deixarei também o link da palestra de Trigueirinho. Apenas uma das quais ele fala da crueldade com que os seres humanos tratam nossos irmãos não humanos.

Um comentário:

  1. Oi Patricia, compreendo tuas angústias. Também sou vegetariana e tentei cursar veterinária por 5 anos, mas só me atrasava no curso e as cadeiras de produção me apavoravam. Legal que mostraram esses vídeos na tua faculdade, acho difícil professores terem essa consciência. Gosto de ouvir Trigueirinho também. Ainda fico em dúvida quanto às explanações dele e as do Espiritismo, que não crê na evolução dos animais a seres humanos. Adorei a Samanta! Abraços

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